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08/06/2016

POR QUE É TÃO IMPORTANTE SER FORMADO TECNÓLOGO OU TÉCNICO EM RADIOLOGIA PARA ATUAR NA ÁREA?

O Prof. Bergman Munoz e o Físico Médico Sr. Phillip Patrik Dmitruk ministraram uma aula elucidativa sobre a importância da formação específica na área da Radiologia, durante a Audiência Pública da Categoria


Físico Médico Sr. Phillip Patrik Dmitruk e Prof. Bergman Munoz (da esquerda para a direita) / Foto: Assessoria de Imprensa SINTTARESP

Na Audiência Pública do dia 03 de junho, a Deputada Estadual Leci Brandão, abraçou a causa da Exclusividade na Radiologia, legitimada pelo SINTTARESP e pelo Presidente Sinclair Lopes, após assistir a uma aula esclarecedora ministrada pelo Prof. Bergman Munoz e pelo Físico Médico Sr. Phillip Patrik Dmitruk.

Eles dissertaram sobre a importância dos conhecimentos específicos em Radiologia para atuar na área, fator determinante para o bom atendimento ao paciente e para a segurança de todos.

O Prof. Bergman, durante a palestra, explicou as diferenças entre a formação de Tecnólogos e Técnicos em Radiologia, em contraponto às de outros profissionais que trabalham na área sem a devida especialização.

A base dos estudos dos Profissionais das Técnicas Radiológicas é a FÍSICA, ciência que estuda a natureza e seus fenômenos em seus aspectos mais gerais, enquanto os estudantes de outras áreas que ingressam na Radiologia têm base de estudos na BIOLOGIA, a ciência que estuda os seres vivos.

A radiação ionizante é uma ENERGIA, portanto é um fenômeno da natureza, e não um ser vivo, ou seja, deve ser estudada pela FÍSICA, que é a área de estudo da Radiologia. O uso indevido deste tipo de radiação pode danificar células, afetar o material genético (DNA), e causar doenças como, por exemplo, o câncer.

A carga horária da Graduação em Tecnólogo em Radiologia é de 2400 horas de aula prática e 480 horas de estágio, o Curso Técnico em Radiologia prevê 1200 horas de aula prática e 600 horas de estágio. Enquanto os cursos com base em Biologia dispõem apenas de 80 horas/aula na área da Radiologia.

Também foi frisado pelo Professor Bergman, que o Brasil é o único país do mundo em que profissionais alheios à Radiologia atuam na área, e surgiu o questionamento “Por que o Brasil vai na contramão do mundo, permitindo o acesso de outros profissionais ao setor? ”

E é por isso que o Projeto de Lei Estadual, apresentado em Audiência Pública na Assembleia Legislativa é tão importante, pois garantirá que o Estado de São Paulo siga o mesmo fluxo mundial.

Na segunda palestra, o Físico Médico Sr. Phillip Dmitruk fez um breve resumo sobre os danos ao organismo causados pela radiação ionizante, que é um agente agressor ou modificador.

Se a quantidade de efeitos for pequena o organismo pode se recuperar sem que a pessoa perceba, em altas quantidades os danos podem ocorrer das seguintes formas: em função da dosagem de radiação (Danos Estocásticos e Determinísticos); do tempo decorrido até a manifestação (Efeitos Imediatos e Tardios); ou em função do nível do dano (Danos Somáticos e Genéticos);

Danos Estocásticos: a gravidade do dano é diretamente proporcional à quantidade de radiação recebida, quanto maior a exposição aumenta o dano. Determinísticos: acontecem somente com doses muito altas de radiação localizadas em um mesmo tecido;

Efeitos Imediatos: ocorrem num período de poucas horas até algumas semanas após a exposição à radiação, exemplo: radiodermite (queimadura por radiação); Tardios: aparecem depois de anos ou décadas, exemplo: câncer.

Danos Somáticos: surgem na própria pessoa irradiada e dependem das doses absorvidas e da região do corpo irradiada; Genéticos: são sempre tardios e podem ocorrer até a 3ª geração do indivíduo exposto à radiação;

Para o Sr. Philip, “Um especialista em Radiologia, é capaz de controlar plenamente as fontes de radiação, fazer corretamente a regulagem dos aparelhos, e evitar a exposição excessiva dos pacientes à Radiação por repetições desnecessárias de exames de imagem”, enfatizando a necessidade da formação de Tecnólogo e Técnico em Radiologia.

É impossível ignorar os perigos que o uso indevido da radiação pode causar à população, aos profissionais e ao meio ambiente. E nas duas apresentações teve-se a clareza de quem realmente deve atuar na área: apenas os Tecnólogos e Técnicos em Radiologia.
 
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Assessoria de Imprensa - SINTTARESP
 
    
    
    
    
    
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