No dia de hoje, está entidade sindical recebeu mais uma correspondência da chamada REDE AMÉRICA, conglomerado hospitalar que se apresenta como referência nacional, mas que, na prática, vem se consolidando como símbolo de um modelo de gestão que trata a saúde como mercadoria, o trabalhador como variável de ajuste e a profissão como algo que pode ser desmontado sem consequências. A união entre DASA e AMIL, vendida ao público como sinônimo de eficiência e modernização, escancara uma lógica conhecida por quem vive do trabalho: quando grandes grupos se fundem, não há fortalecimento do cuidado, mas concentração de poder, eliminação de direitos e padronização da precariedade.
Sob o slogan amplamente divulgado da “PAIXÃO POR CUIDAR”, o que se observa é uma devoção exclusiva ao aumento de margens e à redução de custos. O cuidado real, concreto, cotidiano, aquele que exige profissionais qualificados, vínculos estáveis e condições adequadas de trabalho, é sistematicamente relegado a segundo plano. Em apenas DOIS MESES, cerca de 90 (NOVENTA) TECNÓLOGOS E TÉCNICOS EM RADIOLOGIA foram demitidos. Em MENOS DE TRINTA DIAS, DOIS CENTROS DE DIAGNÓSTICO FORAM DESMONTADOS, fechados ou esvaziados, não por inviabilidade técnica, mas por decisão empresarial, lançando trabalhadores experientes à insegurança e ao desemprego, como se fossem peças obsoletas de uma engrenagem que já não interessa manter.
Esse movimento não é isolado, tampouco acidental. Ele aponta para um processo mais profundo e perigoso, que começa a se desenhar com nitidez: a substituição do emprego formal pela pejotização, pela fragmentação dos vínculos e pela pulverização das responsabilidades. Quando postos de trabalho são eliminados em massa e estruturas consolidadas são desmontadas, abre-se espaço para a contratação precária, para o falso empreendedorismo imposto, para o trabalhador transformado em “prestador de serviço”, sem direitos, sem proteção social e sem qualquer estabilidade. O que se apresenta como “flexibilização” nada mais é do que a retirada sistemática de garantias historicamente conquistadas.
Paralelamente a isso, assistimos ao sucateamento deliberado da profissão. Sucatear não é apenas reduzir salários ou demitir em massa; é esvaziar o reconhecimento técnico, desvalorizar a formação, ampliar jornadas de forma indireta, impor múltiplas funções, reduzir equipes ao mínimo e naturalizar condições de trabalho que colocam em risco tanto o profissional quanto o paciente. Quando centros de diagnóstico são fechados, quando equipes são desmanteladas e quando se cogita substituir profissionais qualificados por vínculos frágeis e rotativos, o que está sendo corroído é a própria base da profissão, construída ao longo de décadas de luta, regulamentação e especialização.
É preciso ser claro: a pejotização e o sucateamento caminham juntos. Um enfraquece o vínculo, o outro enfraquece a profissão. Um isola o trabalhador, o outro desorganiza a categoria. E ambos servem ao mesmo objetivo: reduzir custos às custas da saúde, da dignidade e da segurança de quem trabalha e de quem é atendido.
Esse cenário não diz respeito apenas aos trabalhadores da Amil-DASA, nem se restringe ao Estado de São Paulo. Trata-se de um modelo em expansão, que ameaça todos os profissionais da saúde e, em última instância, toda a sociedade. Quando o trabalho é precarizado, o atendimento piora. Quando a profissão é desvalorizada, o risco aumenta. Quando o lucro se sobrepõe à vida, o sistema inteiro adoece.
Enquanto isso, o discurso institucional insiste em falar de cuidado, inovação e excelência. Mas não há cuidado onde há descarte, não há excelência onde há medo, não há inovação onde há retrocesso social. A chamada “paixão por cuidar” mostra-se seletiva: cuida dos balanços, dos interesses empresariais e da remuneração dos sócios, mas abandona aqueles que sustentam o funcionamento diário dos serviços de saúde.
Por isso, esta carta não é apenas uma denúncia. É um alerta e uma convocação. Ou os trabalhadores compreendem que estão diante de um projeto de precarização estrutural, ou continuarão sendo atingidos de forma fragmentada e silenciosa. A história demonstra que direitos não são preservados pela boa vontade do mercado, mas pela organização coletiva, pela denúncia pública e pela resistência consciente.
O SILÊNCIO SÓ BENEFICIA QUEM LUCRA COM O DESMONTE.
A PRECARIZAÇÃO NÃO É MODERNIZAÇÃO.
A PEJOTIZAÇÃO NÃO É LIBERDADE.
O SUCATEAMENTO DA PROFISSÃO NÃO É DESTINO, É ESCOLHA POLÍTICA E EMPRESARIAL.
ESTE É O NOSSO CHAMADO. NÃO À PASSIVIDADE, MAS À ORGANIZAÇÃO. NÃO AO MEDO, MAS À CONSCIÊNCIA COLETIVA. Hoje, os atingidos têm nome e endereço: OS TRABALHADORES DO HOSPITAL ALVORADA TAGUATINGA S/A E DO HOSPITAL E MATERNIDADE DOUTOR CHRISTOVÃO DA GAMA S/A. Hoje, são eles que sentem na pele o peso do descarte, da insegurança e da precarização imposta. AMANHÃ, SERÁ TODA A REDE. E depois? Outras empresas, outros hospitais, outros setores serão contaminados por esse ESPÍRITO DO TEMPO NOJENTO, que transforma direitos em obstáculos, profissões em custos e trabalhadores em números descartáveis. O que começa localizado se espalha rapidamente quando não encontra resistência. Por isso, LUTAMOS HOJE NÃO APENAS PELOS QUE JÁ FORAM ATINGIDOS, MAS PELO FUTURO DE TODOS, por um amanhã em que o trabalho tenha dignidade, a profissão tenha valor e a saúde não seja tratada como mercadoria. Este é o momento de compreender que OU ENFRENTAMOS JUNTOS, OU SEREMOS VENCIDOS SEPARADAMENTE. Nossa força não está no isolamento, mas na unidade; não na resignação, mas na ação consciente; não no silêncio, mas na voz coletiva que se levanta.
LUTAMOS HOJE POR UM FUTURO MELHOR, E FAREMOS ISSO JUNTOS.
Almir Santiago de Paulo
Secretário de Imprensa
Sob o slogan amplamente divulgado da “PAIXÃO POR CUIDAR”, o que se observa é uma devoção exclusiva ao aumento de margens e à redução de custos. O cuidado real, concreto, cotidiano, aquele que exige profissionais qualificados, vínculos estáveis e condições adequadas de trabalho, é sistematicamente relegado a segundo plano. Em apenas DOIS MESES, cerca de 90 (NOVENTA) TECNÓLOGOS E TÉCNICOS EM RADIOLOGIA foram demitidos. Em MENOS DE TRINTA DIAS, DOIS CENTROS DE DIAGNÓSTICO FORAM DESMONTADOS, fechados ou esvaziados, não por inviabilidade técnica, mas por decisão empresarial, lançando trabalhadores experientes à insegurança e ao desemprego, como se fossem peças obsoletas de uma engrenagem que já não interessa manter.
Esse movimento não é isolado, tampouco acidental. Ele aponta para um processo mais profundo e perigoso, que começa a se desenhar com nitidez: a substituição do emprego formal pela pejotização, pela fragmentação dos vínculos e pela pulverização das responsabilidades. Quando postos de trabalho são eliminados em massa e estruturas consolidadas são desmontadas, abre-se espaço para a contratação precária, para o falso empreendedorismo imposto, para o trabalhador transformado em “prestador de serviço”, sem direitos, sem proteção social e sem qualquer estabilidade. O que se apresenta como “flexibilização” nada mais é do que a retirada sistemática de garantias historicamente conquistadas.
Paralelamente a isso, assistimos ao sucateamento deliberado da profissão. Sucatear não é apenas reduzir salários ou demitir em massa; é esvaziar o reconhecimento técnico, desvalorizar a formação, ampliar jornadas de forma indireta, impor múltiplas funções, reduzir equipes ao mínimo e naturalizar condições de trabalho que colocam em risco tanto o profissional quanto o paciente. Quando centros de diagnóstico são fechados, quando equipes são desmanteladas e quando se cogita substituir profissionais qualificados por vínculos frágeis e rotativos, o que está sendo corroído é a própria base da profissão, construída ao longo de décadas de luta, regulamentação e especialização.
É preciso ser claro: a pejotização e o sucateamento caminham juntos. Um enfraquece o vínculo, o outro enfraquece a profissão. Um isola o trabalhador, o outro desorganiza a categoria. E ambos servem ao mesmo objetivo: reduzir custos às custas da saúde, da dignidade e da segurança de quem trabalha e de quem é atendido.
Esse cenário não diz respeito apenas aos trabalhadores da Amil-DASA, nem se restringe ao Estado de São Paulo. Trata-se de um modelo em expansão, que ameaça todos os profissionais da saúde e, em última instância, toda a sociedade. Quando o trabalho é precarizado, o atendimento piora. Quando a profissão é desvalorizada, o risco aumenta. Quando o lucro se sobrepõe à vida, o sistema inteiro adoece.
Enquanto isso, o discurso institucional insiste em falar de cuidado, inovação e excelência. Mas não há cuidado onde há descarte, não há excelência onde há medo, não há inovação onde há retrocesso social. A chamada “paixão por cuidar” mostra-se seletiva: cuida dos balanços, dos interesses empresariais e da remuneração dos sócios, mas abandona aqueles que sustentam o funcionamento diário dos serviços de saúde.
Por isso, esta carta não é apenas uma denúncia. É um alerta e uma convocação. Ou os trabalhadores compreendem que estão diante de um projeto de precarização estrutural, ou continuarão sendo atingidos de forma fragmentada e silenciosa. A história demonstra que direitos não são preservados pela boa vontade do mercado, mas pela organização coletiva, pela denúncia pública e pela resistência consciente.
O SILÊNCIO SÓ BENEFICIA QUEM LUCRA COM O DESMONTE.
A PRECARIZAÇÃO NÃO É MODERNIZAÇÃO.
A PEJOTIZAÇÃO NÃO É LIBERDADE.
O SUCATEAMENTO DA PROFISSÃO NÃO É DESTINO, É ESCOLHA POLÍTICA E EMPRESARIAL.
ESTE É O NOSSO CHAMADO. NÃO À PASSIVIDADE, MAS À ORGANIZAÇÃO. NÃO AO MEDO, MAS À CONSCIÊNCIA COLETIVA. Hoje, os atingidos têm nome e endereço: OS TRABALHADORES DO HOSPITAL ALVORADA TAGUATINGA S/A E DO HOSPITAL E MATERNIDADE DOUTOR CHRISTOVÃO DA GAMA S/A. Hoje, são eles que sentem na pele o peso do descarte, da insegurança e da precarização imposta. AMANHÃ, SERÁ TODA A REDE. E depois? Outras empresas, outros hospitais, outros setores serão contaminados por esse ESPÍRITO DO TEMPO NOJENTO, que transforma direitos em obstáculos, profissões em custos e trabalhadores em números descartáveis. O que começa localizado se espalha rapidamente quando não encontra resistência. Por isso, LUTAMOS HOJE NÃO APENAS PELOS QUE JÁ FORAM ATINGIDOS, MAS PELO FUTURO DE TODOS, por um amanhã em que o trabalho tenha dignidade, a profissão tenha valor e a saúde não seja tratada como mercadoria. Este é o momento de compreender que OU ENFRENTAMOS JUNTOS, OU SEREMOS VENCIDOS SEPARADAMENTE. Nossa força não está no isolamento, mas na unidade; não na resignação, mas na ação consciente; não no silêncio, mas na voz coletiva que se levanta.
LUTAMOS HOJE POR UM FUTURO MELHOR, E FAREMOS ISSO JUNTOS.
Almir Santiago de Paulo
Secretário de Imprensa

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